Ano novo!!

August 19, 2008 at 6:17 pm (das minhas fases)

O novo ano começa no segundo semestre. Decididamente.  O primeiro semestre é apenas resolvendo ( ou tentado ) e desenvolvendo o que rolou na segunda metade do ano anterior. Foi assim minha vida inteira e continua sendo.

Um ano em Fortaleza. Bom, continua não sendo a cidade dos meus sonhos, província, província, até os mais moderninhos!! E como comentou uma amiga, a verdadeira viagem começa quando você volta para casa. E nunca senti nada mais verdadeiro. Resolvi aceitar os desafios, que são muitos e incrivelmente gigantescos, mas não sei qual foi a brisa que passou que me fez aceitá-los. Pelo menos por enquanto.

Finalmente consegui atingir o pensamento que tanto queria. É ousado, vai contra a maré da opinião geral, mas é o que eu sinto agora e com o qual me sinto confortável. Afinal, é muito fácil ter planos mirabolantes em um lugar onde tudo já funciona, não é mesmo? Vamos ver até onde minha fé aguenta.

Apesar do meio social que nada me atrai, ando empolgadíssima com meu novo mundo, o meu verdadeiro mundo. Vale todo o preço que pago! Paciência e persistência.

Ahhhh, por favor leiam: The Magus of Strovolos !!! Acabei de ler e foi o melhor místico que li nesses últimos tempos!!

Minhas queridas, saudades muitas!!!!

Permalink No Comments

Vazio

July 15, 2008 at 12:25 am (das minhas fases)

Os encontros sempre são perfeitos. As horas passam borbulhantes! Não há culpa, não há censura, apenas o estar…. até a chegada do depois e com ele, o vazio.

Resisto em aceitar a desconexão, cada vez mais evidente e o espaço que o vazio invade é deveras grande e aborrecido. Mesmo com todos os calafrios, sussurros e borboletas no estômago decidi dar um basta ( pelo menos até amanhã ou talvez de uma vez por todas, ainda não sei).

Peito apertado e sala nova cor laranja para a criatividade e energia.

Permalink 3 Comments

July 13, 2008 at 2:21 pm (1)

Eu sou um instrumento não-resistente para a manifestação divina.

Que assim seja.

Permalink 1 Comment

o origami

June 29, 2008 at 6:02 pm (contos)

Conheceu o origami no início da adolescência.  Naquela época, era fantástica a idéia de transformar o papel em um novo objeto, era a mágica chegando na sua vida . O orgulho que sentiu ao fazer seu primeiro tsuru ( o pássaro da sorte) foi como o gosto de uma conquista, como se fosse algo que tivesse que aprender, como se finalmente seu coração encontrasse sua forma de expressão.

A vida seguiu e as dobraduras sempre se fizeram presentes. Descobriu que a melhor forma de materializar afeições, amizades, momentos de alegria e entusiasmo era através de um origami. A peça, era o que seu coração sentia, algo que as palavras não bastavam.

O seu maior prazer era presentear as pessoas com pequenas surpresas. Coisinhas únicas, especiais, singulares, assim como seus sentimentos por elas. Cada peça representava seu elo de ligação com o outro,  a materialização do seu mundo abstrato, a maneira mais pura e sincera de dizer como se sentia feliz.

E um dia se apaixonou. E toda aquela energia lhe inspirava, tomava conta dos seus pensamentos e seu coração necessitava falar. Assim criou uma linda peça, que provocava adimiração e encantamento, não pela sua beleza azul de pedras transparentes, mas sim pela energia com que fora construída. Era algo pulsante, livre de censuras, de medos, autêntica. 

Entregou o origami em suas mãos. Viu a surpresa, a incompreensão e o agradecimento em uma noite de lua. Mas seus movimentos eram diferentes, descompassados e acabaram tomando rumos opostos.

O tempo passou, mas ela ainda sentia o elo entre eles, até que se reencontraram.

- Aconteceu algo muito chato, tenho receio em te contar…

- diz…

- O origami que você me deu, desmontou…

E naquele exato momento sentiu o elo se desfazer. A afeição continuava, mas agora era um gostar amigo, sem paixão, sem frios no estômago. Havia uma leve tristeza, a tristeza de que tinha que entender e respeitar os limites do outro, a leve tristeza que sempre aparecia quando o frasco estava se esvaziando. 

 

 

Permalink 1 Comment

desconexões conectadas

June 23, 2008 at 12:52 pm (divagações)

Hoje acordei mansa, lilás. Lúcida , como minha loucura pensa. Férias!! Talvez seja isso.

Oscilo entre o conto de fadas e a radicalidade de minhas decisões. Mais ansiedade que cansaço, na verdade não estou cansada, apenas tédio.

Fico pensando se saberia responder a pergunta que me apareceu semana passada: “Você realmente quer o que você deseja? ” Putz, como vou saber?? acho que sim… bem se eu tivesse em outras ciscunstâncias talvez não, talvez eu queira por preguiça, talvez eu realmente queira, ou para a loucura do meu racional eu simplesmente não sei. Então vou querendo, assim simples, inconsequente.

E conversando com uma amiga super iluminada ela diz: ‘Camila, vou te dizer o que todos me dizem….escuta seu coração….’  sei, sei, eu vivo falando isso, mas como vou escutá-lo se agora ele tá mudo???? ( ou se estou momentaneamente surda?)

O mais incrível desses últimos tempos é que já não me pareço mais com a que era há uns 2 meses atrás e noto que esses ”processos renovadores” estão acontecendo mais rápidos. Se antes eu passava uma semana numa nóia qualquer, hj me nóio por um dia…e o mais esquisito nesse ser é que, quando noto que já passou fico me beliscando pra ter certeza: - Como assim não sinto mais nada ?? Tão rápido? e me belisco de novo, não , não sinto… passou, pronta em folha. Na lição atual, a eterna procura da mistura que vai dar o lilás perfeito… hmmm agora deu vontade de pintar, minhas aquarelas me esperam. 

Permalink 2 Comments

June 19, 2008 at 11:46 am (das minhas fases)

Queridas amigas,

Estou pensando em dar a esse blog um caráter de diário mesmo, contar  o “lado B” da minha jornada por aqui,  entretanto restringiria o acesso, mas ainda estou pensando.  Quero criar um outro só com minhas coisinhas, filhos e filhas do meu processo criativo e deixar esse como análise de mim mesma ( hahahah sou metida mesmo!)

Nos últimos dias tenho sido colocada a rever velhas concepções, por conta desse coração burro. Me sinto em um beco sem saída mas não me iludo: tenho a consciência de que sempre, SEMPRE tenho direito a escolha e escolher é que tá sendo duro. Apesar de tudo estar embaçado sei que a resposta  vem, é questão de tempo . Vontade de escrever montanhas, mas as palavras parecem ser inúteis nesse momento, incapazes de transmitir o que sinto. Será que telepatia resolve? hahahahha

 

Por enquanto vamos às coisas leguts!  Um blog muuuito interessante pra se visitar : http://tranquilostyle.blogspot.com/  o cara é amigo de um amigo,  tem um jeito diferente de viver e dá muitas dicas de arte, cultura e so on.

Vamo, que vamo! Por que meu mundo há muito tempo está fora da caixa!!! 

beijosss

Permalink 3 Comments

o início?

May 30, 2008 at 6:02 pm (das minhas fases)

Acho que finalmente consegui o grande desafio que tanto esperava….talvez minha procura pelo mestrado ideal acabou. Agora só falta desmistificar o impossível.

 

Permalink 2 Comments

Completando páginas

May 27, 2008 at 5:52 pm (das minhas fases)

Esses dias me encontrei com meu “animal de estimação”, meu cretino fantasma, minha doce figura. Conversa longa, confusa, sem conclusões, que me fez pensar muito sobre o que realmente sinto, pode ser o ego jogando sujo, com suas artimanhas sem limite.   Sempre passo meses numa história, nunca é tão fácil me livrar delas…sim, porque tenho que ter tudo analisado e catalogado nos meus arquivos, nos mais diferentes níveis e quando não consigo fazê-lo, esse maldito fascínio pelo mistério me move, me escraviza…

Então, quando o mistério das minhas histórias se disolve, me pego perdida em um mar desconhecido de sentimentos. A sede insaciável do racional de controlar tudo se manifesta enquanto o emocional mansamente governa o leme e a necessidade química que o outro provoca por sua vez é surreal, minha pior droga, a mais alucinante, a mais desejada… mas naquele momento nada disso bastou, perdeu a força, o sentido. Sei que já devia ter deixado esse passado se perder no tempo, mas ainda teimo em ser imperfeita, humana.

Já não há expectativas, nem eu mesma consigo acreditar nisso. Nem sequer dor. Nem sequer alegria. Simplesmente não há. Talvez a embriaguez da dormência. Estranho, não sei por quanto tempo, mas isso pouco me importa agora. Amadureci incrivelmente nas últimas horas…

Permalink No Comments

May 27, 2008 at 3:50 pm (ilusórias realidades)

 

 

Da simples idéia de fazer a ligação,  os indomáveis já se agitam, relincham, prontos para a corrida desenfreada.

 

O vício pela própria química do corpo se impõe tão imponente e autoritário, que a única coisa a fazer é dar vida a abstração, deixando-os correr livres. O ato, a ação desperta a ferocidade do instinto animal. O mundo treme, congela e esquenta alternadamente.

 

 

Cavalgam cegamente, sem norte, desenfreados, que por momentos a estrada parece não mais suportar a força. Ganham a liberdade do vento a cada chamada, sem controle, no âmbito do caos. O turbilhão aumenta, o redomoinho se forma no centro, bases vacilantes, o ar rarefeito, a predominância do instinto….a espera entre os toques e a voz que não chega, lembram da preocupação de não deixar o outro perceber o que se passa.

 

 

O incontrolável se instala e então ninguém atende… calmaria… os animais terminam seu trajeto sobre a terra ainda trêmula… alívio e a certeza da vida no corpo.

Permalink No Comments

May 13, 2008 at 7:45 pm (1)

Finde em Sampa!

Amiga amada Roberta,

novas pessoas,

estilos, estilos, estilos

homens lindos ( hehehehehe),

friendinho no Ibirapuera,

Masp, milhões de visitas a ateliês,

fotos do cotidiano,

e muitas outras coisitas simples mais.

Constatação que levou ao fim uma longa briga ,

 um grande desafio pela frente.

E o mais importante: um novo ponto de partida e um enorme frio na barriga ( hmmm conheço esse sentimento….)

Aaaaaaaa saudade danada!!!

 

Permalink 1 Comment

« Previous entries